A arquitetura internacional projeta, em 2026, um cenário claro: edifícios pensados para uso coletivo, experiência sensorial e integração urbana. Para profissionais de arquitetura, interiores e especificação no Brasil, esses projetos funcionam como referência direta de materiais, texturas, soluções técnicas e linguagem estética.
Milão assume protagonismo nesse movimento, impulsionada pelos Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026. Novas arenas, edifícios corporativos e espaços públicos surgem com forte atenção à materialidade, ao desempenho técnico e à relação entre arquitetura e paisagem — temas cada vez mais presentes também nos projetos brasileiros.
Entre os projetos de arquitetura mais aguardados de 2026, o KANAL – Centre Pompidou, em Bruxelas, reforça a valorização da requalificação de edifícios industriais, tendência que dialoga diretamente com o uso de concreto aparente, metais, vidro e revestimentos de caráter urbano. Já o novo terminal do Aeroporto de Florença destaca a integração entre arquitetura e natureza, inspirando escolhas de acabamentos naturais, pisos de alto desempenho e superfícies com apelo sensorial.
Nos Estados Unidos, o Lucas Museum of Narrative Art, em Los Angeles, evidencia a importância da fluidez espacial e da iluminação natural — fatores que influenciam diretamente a escolha de revestimentos, louças e metais voltados para conforto e experiência.
Em Nova York, o teatro ao ar livre em madeira reforça o protagonismo de materiais naturais e soluções sustentáveis, cada vez mais valorizadas em projetos residenciais e corporativos no Brasil.
O Guggenheim Abu Dhabi consolida o uso de grandes superfícies, volumes esculturais e materiais de alta performance, enquanto a conclusão simbólica da Sagrada Família, em Barcelona, reforça a relevância do detalhe construtivo, da textura e da permanência — conceitos essenciais na especificação de acabamentos de alto padrão.
Na Ásia, a Shanghai Grand Opera Hall apresenta uma arquitetura que integra espaço público e percurso, inspirando projetos onde pisos, revestimentos e elementos arquitetônicos conduzem a experiência do usuário. Já o Centre for Contemporary Arts, no Uzbequistão, evidencia a força do restauro e do uso consciente de materiais tradicionais reinterpretados de forma contemporânea.
Para o mercado brasileiro, essas obras apontam uma direção clara: acabamentos bem especificados não são complemento, são estrutura do projeto. A escolha correta de pisos, revestimentos, louças, metais e banheiras impacta desempenho, estética e longevidade — valores cada vez mais presentes na arquitetura atual.